segunda-feira, 8 de junho de 2015

Monólogos de uma alma sem rumo




Numa parábola, Jesus contou a seguinte história de um fazendeiro rico: “O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12.16-19).
Aquele homem adorava um monólogo, arrazoando consigo mesmo e tomando as decisões que lhe convinham. E parecia que ninguém estava a notá-lo nem a ouvi-lo. Mas Deus, que o observava, lhe disse: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”
Penso que a mensagem de Jesus procura chamar a atenção para o fato de que somos o que pensamos. Os monólogos, os solilóquios da alma, falam mais alto que os discursos públicos. Portanto, quando alguém está a falar consigo mesmo, não está simplesmente “pensando alto” apenas, mas, principalmente, está revelando o produto interno do seu coração. Se os pensamentos são maus, a pessoa será má; se os pensamentos são puros, a vida da pessoa será pura.
Pode parecer esquisitice alguém falar sozinho. Mas isso é mais comum do que parece. Certo homem, quando indagado por que sempre conversava sozinho, respondeu: “Tenho dois motivos: primeiro, porque gosto de ouvir uma pessoa inteligente falar. Segundo, porque gosto de falar com uma pessoa inteligente”.
De fato, em todo lugar podem ser vistas pessoas que andam pelas ruas profundamente entretidas em seus solilóquios, como se travassem discussões sérias. Não é difícil encontrar crianças falando sozinhas, ou que têm “amigos secretos” que nada mais são que elas próprias. Há quem recorra a práticas excêntricas, como a “terapia do espelho”, quando a pessoa fala consigo mesma, cara-a-cara diante do espelho, e o “eu” derrama a alma diante de “mim”.
O que importa, afinal, não é só o que as pessoas falam quando conversam consigo mesmas. Importa mais saber que não se pode mentir para si próprio. Mesmo que trave uma luta interna de si para si, quando o “eu” que quer fazer o bem se contrapõe ao “eu” que quer fazer o mal, a consciência estará lá como um implacável “juiz”.
Paulo expressou bem isto em sua carta aos Romanos: “Porque nem [eu] mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois [eu] não faço o que [eu] prefiro, e sim o que [eu] detesto. Ora, se [eu] faço o que [eu] não quero, [eu] consinto com a lei, que é boa” (Rm 7.15). Incluímos o sujeito oculto [eu] no texto original para indicar que, na briga dos dois “eu” internos, na medida em que consinto com a lei, acabo me tornando o meu próprio juiz.
O que converso comigo mesmo fala mais de mim do que aquilo que falo de mim mesmo a outras pessoas. Eu me descubro mais a mim mesmo quando me contraponho comigo mesmo no espelho da minha alma do que o faço quando falo de mim a outras pessoas.
Jesus sabia disso muito bem. Está escrito que Jesus “não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (Jo 2.25). Por isso Ele fazia perguntas e esperava a resposta, ou seja, que a pessoa saísse de seu “casulo” existencial, para depois curá-las de suas mazelas.
Como Ele conhecia essa predisposição humana de conversa do “eu-comigo”, foi contundente quanto à essência desses monólogos. Ele disse: “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45).
O que é conversado na intimidade do “eu-comigo” revela o que está em cada coração. Podem ser coisas boas, coisas ruins, coisas sábias, coisas tolas, coisas saudáveis, coisas doentias. O resultado é determinado pelo que está no íntimo, no coração. E muitas vezes os monólogos revelam o rumo da alma, ou almas que não têm rumo algum.
Jesus alertou para o fato de que uma oração egoísta – aquela que se presta a achar defeitos nos outros, em vez de assumir suas próprias falhas – é um simples monólogo. Ele falou a respeito de um fariseu que “orava de si para si mesmo”, enquanto se louvava e acusava a outro homem “pecador” que estava nas proximidades (Lc 18.9-11). Sua alma estava trancada em si mesma, sem rumo, num monólogo vazio, sem perspectiva alguma de amar ao próximo ou de se aproximar de Deus. O resultado é que o “outro” foi justificado diante de Deus, não ele. O fariseu gostava apenas de ouvir sua própria voz e dar razão a si mesmo pela vida vazia e sem sentido que levava.
Não deixe a sua alma vagando sem rumo em monólogos intermináveis. Fale consigo, pergunte a si mesmo como está a sua situação diante de Deus. Pergunte-se onde passará a eternidade. Pergunte a sua alma se você precisa de Deus. Deixe o “eu” responder a verdade. Depois, fale com Deus sobre isto. Ele ouvirá você e o ajudará a encontrar “em Jesus” o rumo certo para sua vida.



Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém



sexta-feira, 22 de maio de 2015

O que faria Jesus?



 
 
 
Sabemos que a comunicação é vital para qualquer relacionamento, quer seja entre pais e filhos, marido e mulher, treinador e atleta, empregador e empregado etc. E, precisamos reconhecer, mais importante do que tudo – entre Deus e Seus filhos amados. Durante toda a Sua vida aqui, Jesus deixou claro, pelo Seu exemplo, a importância dessa comunicação, sendo registrado nos evangelhos cerca de vinte ocasiões em que ele orou ao Pai celeste.
Jesus orou em diferentes circunstâncias: após ser batizado no rio Jordão (Lc 3.21); durante pequenas pausas em Seu ministério (Lc 6.12); antes de ressuscitar Lázaro, já sepultado há quatro dias (Jo 11.41). Além disso, Ele também orou por diversas razões: buscando direção para os próximos passos (Lc 6.12,13); expressando o Seu desejo de fazer a vontade do Pai (Mt 26.39); e para agradecer pela comida (Jo 6.11), entre outras.
Em sabendo disso, uma lição ressalta-se diante de nós: se Jesus precisava comunicar-se com Deus para cumprir a Sua missão, quanto mais nós precisamos orar!
Mesmo Jesus sendo um homem de oração, não consta em nenhum lugar nos evangelhos que Ele ficasse insistindo para que os discípulos orassem. Ele simplesmente orava, fazia a Sua parte. Até que, um belo dia, depois que Seus discípulos o observaram em intensa oração, então lhe pediram: “Senhor, ensina-nos a orar”.
Foi então que Jesus lhes ensinou o “Pai Nosso”, a oração mais conhecida, apreciada e utilizada em toda a civilização cristã. Ela é dita por santos e pecadores, nas horas de aflição ou de alegria, lamentando ou festejando, em um jogo de futebol ou celebrando um aniversário, ou simplesmente como uma espécie de amuleto protetor.
Embora todos conheçam o “Pai Nosso”, devemos reconhecer que não poucas vezes somos tentados a deixar de ver as suas implicações subjacentes. Ou ainda, podemos estar com os olhos espirituais de tal modo embotados, que não enxergamos o óbvio da coerência de vida requerida da pessoa que se aproxima de Deus com tal modelo de oração.
Gostaria de tecer algumas considerações sobre as cobranças implícitas de cada sentença dessa oração, identificando a coerência de vida fundamental requerida para dar sentido e pertinência ao que oramos. Portanto...
Quando eu digo: “Pai” — Isso significa que devo demonstrar diariamente minha relação de filho de Deus.
Quando eu digo: “nosso” — Significa que não posso viver num compartimento espiritual como se no céu estivesse reservado um lugar especial só para a minha igrejinha.
Quando eu digo: “que estás no céu” — Significa que não devo me ocupar apenas em ajuntar tesouros na terra, descuidando-me do que tem valor eterno.
Quando eu digo: “santificado seja o teu nome” — Significa que devo procurar santificar-me, pois sou chamado pelo Seu santo nome.
Quando eu digo: “seja feita a tua vontade” — Significa que não posso ficar ressentido e desobediente em relação à vontade de Deus para comigo.
Quando eu digo: “na terra como no céu” — Significa que devo me preparar para dedicar a vida ao Seu serviço.
Quando eu digo: “dá-nos hoje o pão nosso de cada dia” — Significa que não posso viver como se não fizesse questão de obter aqui e agora o que necessito.
Quando eu digo: “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores” — Significa que não devo guardar rancor contra nenhuma pessoa.
Quando eu digo: “não nos deixes cair em tentação” — Significa que não devo ficar deliberadamente me expondo à tentação ou colocando-me onde provavelmente poderei ser tentado.
Quando eu digo: “livra-nos do mal” — Significa que devo me preparar para lutar no reino espiritual com as armas da Palavra de Deus e da oração.
Quando eu digo: “teu é o reino” — Significa que devo conceder ao Rei a obediência disciplinada de um súdito fiel.
Quando eu digo: “teu é o poder” — Significa que não devo temer o que os homens me possam fazer, ou o que as pessoas possam pensar de mim.
Quando eu digo: “tua é a glória” — Significa que não posso ficar buscando, como os fariseus, ser glorificado pelos homens.
Quando eu digo: “para sempre” — Significa que não posso limitar o meu horizonte pelas coisas do tempo, mas focar-me na eternidade.
Quando eu estou disposto a encerrar a oração dizendo “amém” — Significa que preciso acrescentar também “custe o que custar”, porque Jesus ensinou que esta oração equivale honestamente a consagrar tudo a Deus.
Jesus, o Filho de Deus, precisava orar. Nós também! Oremos sempre, na certeza de que, como dizia John Wesley, um cristão de joelhos vê mais longe do que um filósofo na ponta dos pés.
Pense no que terá de enfrentar hoje. Se, de algum modo, você quiser perguntar: “O que faria Jesus?” – baseado em Seu exemplo, você pode ter certeza de que Ele oraria primeiro. E, se você desejar imitá-lo nisso, bem o fará.
 
 


Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém





terça-feira, 10 de setembro de 2013

Obama: plano russo sobre Síria é 'potencialmente positivo'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que a proposta da Rússia para que a Síria submeta suas armas químicas a controle internacional é "potencialmente positiva" e prometeu levá-la a sério.
"É um desenvolvimento potencialmente positivo", disse Obama à emissora de televisão americana CNN.
"Se pudermos esgotar os esforços diplomáticos e alcançar uma fórmula que dê à comunidade internacional um mecanismo verificável e aplicável para lidar com essas armas químicas na Síria, então, sou a favor disso", acrescentou.
Nesta segunda, a Rússia propôs que a Síria submeta seu arsenal de armas químicas a controle internacional, para evitar um ataque americano. A proposta foi rapidamente aceita pela Síria e recebida com satisfação pela ONU e por países como França e Alemanha.
Obama expressou sua convicção de que mudança de postura do governo de Bashar al-Assad e a apresentação da proposta aconteceram em função das ameaças de ataques militares à Síria.
"Tenho de dizer que dificilmente teríamos chegado a este ponto, em que há declarações públicas como essa, sem uma ameaça militar crível", frisou Obama.
Ainda em entrevista à CNN, Obama ressaltou que não serão toleradas manobras por parte da Síria.
Em declarações à rede NBC, o presidente dos Estados Unidos admitiu, porém, que não tem certeza sobre o apoio do Congresso: "Não diria que tenho confiança. Tenho confiança de que os membros do Congresso estão levando este assunto muito a sério e que estão fazendo seu trabalho, e eu reconheço isso".
A votação prevista para a próxima quarta-feira no Senado sobre a proposta do governo de lançar ataques contra a Síria foi adiada diante do plano russo sobre o arsenal químico sírio, informou o senador democrata Harry Reid.
"Não acho que precisemos" votar rapidamente, disse o líder da maioria democrata no Senado, poucas horas depois do anúncio da votação para esta quarta-feira.
"Acho que devemos dar ao presidente (Barack Obama) a oportunidade de falar com os 100 senadores e com os 300 milhões de americanos" antes de votar, acrescentou.
Antes das declarações de Obama, o assessor americano de Segurança Nacional, Ben Rhodes, disse à rede de televisão MSNBC que Washington manterá a pressão sobre Damasco.
"Acredito que acompanharemos, junto a outros países, para avaliar a seriedade da proposta", disse Rhodes. "Ao mesmo tempo, será muito importante não tirarmos a pressão".
Washington estará interessado na iniciativa russa "apenas se for uma proposta confiável". "O que não queremos é outra manobra dilatória".
A porta-voz do departamento de Estado Marie Harf destacou que "tudo o que Assad fez nos dois últimos anos foi exatamente o contrário" de colocar seu arsenal químico sob supervisão e controle.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, defendeu a criação na Síria de zonas supervisionadas pela ONU onde as armas químicas possam ser destruídas.
"Estou considerando propor ao Conselho de Segurança que peça a transferência imediata dos depósitos de armas químicas e de precursores químicos da Síria a locais no interior da Síria, onde possam ser armazenados e destruídos de forma segura", disse Ban.




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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Justiça britânica autoriza análise parcial do material de David Miranda

                   Blog

A Polícia britânica poderá examinar - mas apenas parcialmente - o material apreendido com o brasileiro David Miranda, casado com o jornalista do britânico "The Guardian" que revelou os programas de espionagem dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, decidiu a Suprema Corte do Reino Unido nesta quinta-feira.
Ao mesmo tempo, a polícia britânica anunciou hoje a abertura de uma "investigação criminal", depois de ter começado a estudar os documentos apreendidos de Miranda. A polícia alega que são "altamente sensíveis" e serão "gravemente prejudiciais para a segurança pública", se forem divulgados.

A advogada de Miranda, Gwendolen Morgan, declarou que a decisão judicial desta quinta é uma vitória parcial. Segundo ela, agora, o Ministério do Interior e a Polícia de Londres têm sete dias para provar que o material investigado significa uma verdadeira ameaça para a segurança britânica.

A polícia "não pode inspecionar, copiar, divulgar, transferir ou distribuir - nem no país nem para nenhum governo, ou agência estrangeira - os materiais obtidos de Miranda sob o ponto 7 da Lei Antiterrorista, exceto para o objetivo de proteção da segurança nacional", frisou a advogada.
Miranda vai recuperar seu material à meia-noite de sábado.

O advogado da polícia de Londres, Jonathan Laidlaw, declarou no tribunal que os agentes descobriram milhares de páginas de documentos que continuam estudando.

A ministra britânica do Interior, Theresa May, defendeu a atuação da polícia, se os agentes pensaram que Miranda levava material para Greenwald que pudesse ser útil a terroristas. Um porta-voz do governo manifestou a satisfação do ministério, "porque o tribunal concordou com que a polícia pudesse examinar o material como parte de sua investigação criminal (...) com o objetivo de proteger a segurança nacional".

Já o especialista em legislação terrorista e consultor legislativo David Anderson comentou nesta quinta-feira que investigará se as leis invocadas para deter Miranda foram utilizadas "apropriada e adequadamente".

Em 20 de julho, o "Guardian" teve de destruir o material vazado por Snowden sob supervisão de especialistas da Agência britânica de Comunicações (GCHQ), o equivalente à NSA. O conselheiro do primeiro-ministro, Jeremy Heywood, foi enviado ao jornal para comunicar à diretoria que deveriam destruir o material, ou entregá-lo. Caso contrário, o jornal seria processado.

Antes da sentença desta quinta, o editor do "Guardian", Alan Rusbridger, informou ao governo que há cópias dos arquivos encriptados fora do Reino Unido.

Miranda entrou com uma ação na Justiça britânica contra sua detenção, no último domingo, no aeroporto londrino de Heathrow, onde foi interrogado por cerca de nove horas. Enquadrado na lei antiterrorista, David teve seu computador, celular e outros equipamentos eletrônicos apreendidos pela polícia.

O interrogatório do brasileiro e a ordem de destruição de seu material provocaram uma onda de indignação internacional e de críticas às autoridades britânicas por colocar a liberdade de imprensa em risco. Além disso, várias vozes pediram o comparecimento do premier David Cameron no Parlamento para se explicar sobre o assunto.

O brasileiro, de 28 anos, ajudou Glen Greenwald, jornalista de "The Guardian", quando ele trabalhava no material vazado por Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos EUA, procurado pela Justiça americana e asilado na Rússia. No domingo, o brasileiro fazia escala em Londres, procedente de Berlim, e viajava para o Rio de Janeiro quando foi detido.


Baseando-se nos arquivos fornecidos por Snowden, o jornal britânico publicou uma série de matérias detalhadas sobre os programas de espionagem maciça da NSA, o que enfureceu Washington.




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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Aberto concurso do Banco Central do Brasil com 500 vagas



 Blog

Foi publicado hoje, 16 de agosto de 2013, o edital do concurso público do Banco Central do Brasil (Bacen) destinado ao provimento de vagas nos cargos de Analista e de Técnico.

Inscrições

A inscrição deve ser feita pelo site do Cespe/UnB, no período entre 10 horas do dia 22 de agosto de 2013 e 23 horas e 59 minutos do dia 9 de setembro de 2013, observado o horário oficial de Brasília/DF. As inscrições custam R$ 120,00 para Analista e R$ 70,00 para Técnico.

O cargo de Analista será dividido em seis áreas:
Área 1 – Análise e Desenvolvimento de Sistemas
Área 2 – Suporte à Infraestrutura de Tecnologia da Informação
Área 3 – Política Econômica e Monetária
Área 4 – Contabilidade e Finanças
Área 5 – Infraestrutura e Logística
Área 6 – Gestão e Análise Processual

REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior, em qualquer área, fornecido por instituição de ensino superior autorizada ou credenciada pelo Ministério da Educação (MEC).
A remuneração inicial para o cargo de Analista é de R$ 13.595,85, até 31 de dezembro de 2013, e de R$ 14.289,24, a partir de 1º de janeiro de 2014.


Cargo Áreas de conhecimento Praça de lotação Vagas 
Analista   Ampla concorrência Candidatos com deficiência Total de vagas 
Área 1 Brasília 14  1 15
Área 2 Brasília 11 1 12
Área 3 Belém 2 (*) 2
Brasília 45 3 48 
Área 4 Brasília 95 6 101
São Paulo 15 1 16
Área 5 Belém 10 1 11
Brasília 64 4 68
Salvador 7 1 8
São Paulo 5 1 6
Área 6 Brasília 101 6 107
São Paulo 5 1 6
          Total: 400

(*) Para esse cargo/área de conhecimento/praça de lotação, não há reserva de vaga para candidatos com deficiência para provimento imediato.


O cargo de Técnico será dividido em duas áreas:

Área 1 – Suporte Técnico-Administrativo
Área 2 – Segurança Institucional
REQUISITOS: certificado, devidamente registrado, de conclusão de nível médio completo, fornecido por instituição de ensino reconhecida oficialmente pelo órgão competente.
A remuneração inicial para o cargo de Técnico é de R$ 5.158,23, até 31 de dezembro de 2013, e de R$ 5.421,30, a partir de 1º de janeiro de 2014.



Cargo Áreas de conhecimento Praça de lotação Vagas 
Técnico   Ampla concorrência Candidatos com deficiência Total de vagas 
Área 1 Belém 4 (*) 4
Brasília 66 4 70
Porto Alegre 4 (*) 4
Área 2 Belém 7 1 8
Brasília 6 1 7
Porto Alegre 3 (*) 3
Salvador 4 (*) 4
          Total: 100
             
(*) Para esse cargo/área de conhecimento/praça de lotação, não há reserva de vaga para candidatos com deficiência para provimento imediato.

Provas

As provas objetivas, a prova discursiva, a avaliação de títulos, a entrega da documentação relativa à vida pregressa e a perícia médica dos candidatos que se declararem com deficiência, serão realizadas nas cidades de Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA e São Paulo/SP.
As provas estão previstas para serem aplicadas no dia 20 de outubro de 2013.
Edital
 http://www.cespe.unb.br/concursos/bacen_13_analista_tecnico

Fonte: Aprova Concursos 

http://www.jaenoticia.com.br/noticia/1835/Aberto-concurso-do-Banco-Central-do-Brasil-com-500-vagas
 


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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dois oficiais da FAB morrem em acidente com avião da Esquadrilha da Fumaça

Blog

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O capitães-aviadores João Igor Silva Pivovar e Fabricio Carvalho morreram hoje (12), por volta das 9h, no acidente com uma aeronave A-29 Super Tucano do Esquadrão de Demonstração Aérea, durante uma missão de treinamento. No momento do acidente, o avião estava próximo à pista da Academia da Força Aérea, em Pirassununga, no interior de São Paulo.

Por meio de nota, o Comando da Aeronáutica lamentou o ocorrido e informou que as duas vítimas morreram no local, após acionarem o sistema de ejeção. As causas estão sendo apuradas pelo Comando da Aeronáutica, informa a nota assinada pelo brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, chefe do Centro de Comunicação Social da Força.
 
Edição: Juliana Andrade
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir a matéria, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil


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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Empate estraga festa brasileira no Maracanã




Faltou a vitória da Seleção Brasileira para a festa no Maracanã ter sido mais bonita. O estádio mais famoso do País reabriu as portas para clássico do futebol mundial entre os ingleses, que inventaram o esporte, e os anfitriões, que o transformaram em arte. Apesar da boa atuação no primeiro tempo, os comandados de Felipão não conseguiram transformar o volume em gols e deixaram o campo amargando o empate por 2 a 2 e a manutenção do tabu de quatro anos sem vencer uma seleção colocada entre os primeiros do ranking da Fifa.

Passional como sempre, o torcedor alternou momentos de irritação, como na substituição de Oscar por Lucas – quando Hulk era o preferido para sair –, e aplausos, tímidos é verdade, ao fim da partida. O fato é que há muito tempo o brasileiro não via o time se apresentar com tanta consistência como no primeiro tempo. Dois, três passes eram suficientes para que a bola chegasse em Neymar ou Hulk, em boas condições para finalizar. O que faltou foi eficiência para vencer o goleiro inglês Joe Hart.

No primeiro jogo após anunciar a transferência para o Barcelona, Neymar parecia disposto a mostrar que o investimento dos espanhóis valeu a pena. Com a dez que eternizou Pelé e Zico, ele chamou a responsabilidade e criou dois grandes momentos para marcar. Aos 17, se livrou da marcação e chutou para grande defesa de Hart. Quatro minutos depois, o ex-craque do Santos fez tudo sozinho e chutou colocado, bem perto do ângulo direito.

O melhor momento do Brasil, porém, foi com Hulk. O atacante recebeu cruzamento de Daniel Alves e tentou de letra, mas a bola caprichosamente saiu à esquerda. Três minutos depois, os ingleses responderam com Walcott, que recebeu na área e bateu cruzado para grande defesa de Julio César.

No segundo tempo, o Brasil enfrentou a defesa inglesa muito bem postada. Felipão ousou ao trocar o combativo Luiz Gustavo pelo ofensivo Hernanes. E foi dos pés que jogador da Lazio que saiu o primeiro gol. Aos 11, ele acertou um belo chute no travessão e, no rebote, Fred mandou à rede.

O que era festa rapidamente se transformou em decepção. Aos 21, Chamberlain, de primeira, acertou o canto direito de Júlio César para empatar. Tudo piorou aos 32, quando Rooney mandou no ângulo e virou a partida: 2 a 1.
O silêncio tomou conta do estádio. As 66 mil pessoas presentes ao Maracanã pareciam não acreditar, quando Paulinho diminuiu o vexame. Aos 36, de voleio, ele marcou um golaço, e empatou o jogo.

Mas a igualdade não foi suficiente e os brasileiros foram embora com a sensação de que poderia ter sido melhor.
Estádio tem falhas no primeiro teste
O olhar atônito dos torcedores ao chegar ao novo Maracanã se misturava com as queixas dos mais exigentes, que flagraram sérios problemas para um estádio construído com padrão de excelência mundial e que se prepara para ser protagonista na Copa das Confederações, a partir do dia 15.

O amistoso entre Brasil e Inglaterra mostrou que ainda falta muito para que haja conforto ao torcedor, dentro e fora do estádio. O ponto alto do esquema logístico foi a qualidade dos transportes públicos. O metrô e os trens urbanos circularam bem, o que deu à torcida condições de chegar e sair sem maiores contratempos. O sistema de segurança também funcionou, apesar de cambistas e ambulantes circularem pela área rotulada como restrita. A ação deles foi reprimida e houve a prisão de pelo menos dois cambistas. A falta de torcedores rivais ajudou na paz.

Dentro do estádio, foram vários aspectos negativos. O mais grave, a precariedade dos banheiros. Pequenos, logo ficaram sem material de higiene. Em alguns, faltou água. Os bares também desagradaram. Havia pouca variedade e tudo era muito caro. Um pacote de amendoim, por exemplo, valia R$ 7. Um cachorro-quente, R$ 8. Um refrigerante, R$ 7.

Além disso, as cadeiras estavam sujas e muitos torcedores não respeitaram o lugar marcado no ingresso, mesmo com a presença de voluntários para ajudar na organização. Os deficientes reclamaram que não tinha estacionamento apropriado e também tiveram dificuldade para locomoção.

Do lado de fora, não faltou o jeitinho brasileiro. Para evitar as filas nos portões, quando o horário do jogo começava a se aproximar, foi dada a ordem pelos organizadores de dispensar a passagem pelos detectores de metais.
Estrela de Fred brilha e atacante marca o 1º gol do novo Maraca
A estrela do atacante Fred segue brilhando. Acostumado a jogar no Rio de Janeiro, já que atua no Fluminense, o goleador teve poucas oportunidades de deixar sua marca no empate de ontem contra a Inglaterra. Mas no segundo tempo, aproveitou rebote após bonito chute de Hernanes e marcou o primeiro gol em jogos oficiais do novo Maracanã.

“É uma honra muito grande para mim. Era comentado entre nós quem ia fazer este primeiro gol. Ainda bem que foi comigo. Infelizmente, não foi o resultado que esperávamos. Mas nós demos o nosso máximo, principalmente no primeiro tempo. Criamos muitas oportunidades, mas a bola não quis entrar”, afirmou o camisa nove.

Com o gol marcado na tarde de ontem, o atacante se consolidou ainda mais como artilheiro da segunda era Felipão, que reassumiu o comando da equipe em novembro do ano passado, após a demissão de Mano Menezes. Até agora, Fred marcou quatro vezes.
Neymar tem atuação discreta em outra função na equipe
A estreia de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira no Maracanã não teve o brilho esperado. Aliás, o craque jogou com a dez ao invés da 11. Principalmente no primeiro tempo, atuou em função um pouco diferente no time de Luiz Felipe Scolari, sendo encarregado de marcar mais a saída dos ingleses ao ataque.

Com a bola nos pés, ensaiou seus dribles. Saindo de fora da área, teve a jogada mais incisiva aos 22 minutos do primeiro tempo, quando entrou driblando pela esquerda e chutou para o gol. A bola passou perto da meta de Hart.

Na segunda etapa, teve atuação ainda mais apagada. Chegou a jogar mais à frente, perto de Fred, mas pouco criou. “Jogar com a dez é uma honra, tantos craques jogaram com essa camisa”, declarou Neymar, que viajou ontem mesmo para Barcelona, onde se apresentará hoje ao novo clube, às 13h. Amanhã, retorna à Seleção Brasileira, para se preparar para o amistoso de domingo, contra a França, em Porto Alegre.
Felipão ironiza e promete repetir time
O clima descontraído que marcou os primeiros dias de trabalho da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro deu espaço à tensão após o empate com a Inglaterra. Na entrevista coletiva, Felipão foi irônico, principalmente quando questionado sobre a entrada do volante Fernando na vaga de Hulk quando o jogo já estava 2 a 2.

“Esqueci o direito de tentar a virada porque não jogo para perder”, respondeu Felipão, que emendou: “É piada”, referindo-se à pergunta. O repórter retrucou: “Mas você foi medroso”; e o treinador achou melhor colocar panos quentes. “É um jogo que não vai mudar nada na nossa vida. Contra o Japão (na abertura da Copa das Confederações), se estiver ganhando por 1 a 0, aí sim vou fechar. Ou abrir, se a necessidade for outra”, comentou.

O treinador parece ter gostado da atuação brasileira, tanto que prometeu repetir a escalação no próximo amistoso, domingo, contra a França, em Porto Alegre. “Provavelmente, no decorrer da semana, a equipe que deve começar o jogo em Porto Alegre será 90% ou 100% do time de hoje (ontem)”, ressaltou o treinador.

Felipão citou preocupação com Oscar, que fez a 71ª partida na temporada, e Fred, que se recupera de fratura incompleta na costela. Ambos devem ser menos exigidos nos treinos. O técnico também espera evolução de Luiz Gustavo, que só fez um treino com o grupo antes do jogo.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lembrete: Domingos Teixeira Costa convidou você para entrar no Facebook...

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Domingos Teixeira Costa quer ser seu amigo no Facebook. Não importa a distância entre você e seus amigos e familiares, o Facebook pode ajudar vocês a se manterem conectados.
Outras pessoas solicitaram sua amizade no Facebook. Aceite este convite para visualizar suas solicitações de amizade anteriores.
Domingos Teixeira Costa
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sábado, 25 de agosto de 2012

Presidente francês diz que Grécia deve permanecer no Euro


PARIS , 25 Ago (Reuters) - O presidente francês, François Hollande, disse neste sábado que os líderes gregos têm de demonstrar seu compromisso em implementar reformas e que a Europa precisará adotar decisões sobre o país o mais rápido possível depois que for feita a apresentação de um relatório pelos credores internacionais da Grécia, sobre os progressos alcançados.

Hollande também declarou, após reunir-se neste sábado com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, que a Grécia tem de permanecer na zona do euro, repetindo assim comentários feitos pela premiê alemã, Angela Merkel, que manteve conversações similares com Samaras na sexta-feira.

"(A Grécia) tem de demonstrar novamente a credibilidade de seu programa e a vontade de seus líderes de levá-lo até o fim, e ao mesmo tempo garantir que seja suportável para a população", disse Hollande aos repórteres.

"Do lado europeu, estamos esperando o relatório da troika", afirmou ele, referindo-se à Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

"Assim que tivermos esse relatório, assim que os compromissos… forem confirmados, A Europa tem de fazer o que tiver de fazer", disse. "Nós estamos enfrentando essa questão há dois anos e meio. Não há tempo a perder. Há compromissos a serem reafirmados dos dois lados, decisões a tomar, e quanto mais cedo, melhor. Ou seja, depois do relatório da troika na cúpula europeia, em outubro."

Samaras disse ter garantido ao presidente francês que a Grécia está determinada a superar a crise da dívida e permanecer na zona do euro, o que vai mostrar que a Europa é capaz de resolver seus problemas.
"Alguns estão apostando que a Grécia não vai conseguir. Eu estou aqui para assegurar que a Grécia está determinada a fazer, e vai fazer. Fará o que for preciso para superar sua crise e permanecer na zona do euro, e desempenhar o papel que merece na integração europeia", afirmou.

O líder grego acrescentou que a recuperação econômica é crucial para ajudar o país a cumprir suas metas.
Na sexta-feira Merkel reafirmou a Samaras que deseja a permanência da Grécia na zona do euro, mas não deu sinais de ceder a seus apelos de mais tempo para cumprir os duros termos do pacote internacional de ajuda ao país.

 http://br.reuters.com

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terça-feira, 15 de maio de 2012

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Venda do iPad começa à meia-noite desta quinta-feira


O novo iPad, da Apple, começa a ser vendido no Brasil à meia-noite, pela internet, e chega às lojas amanhã. Em alguns casos, a nova versão chegará mais barata ao consumidor do que nos últimos lançamentos do tablet.

A TIM, primeira operadora a comercializar o aparelho no país, vai oferecer modelos a partir de R$ 1.560, pelo menos R$ 99 a menos que a geração anterior do tablet em seu lançamento, em maio de 2011, a partir de R$ 1.659.

A versão mais barata do aparelho, de 16 GB, tem tecnologia Wi-Fi e 3G, mas não inclui o plano de dados da operadora. O modelo de 64 GB sai por R$ 2.249 à vista, também sem plano.

As vendas começam amanhã nas lojas da TIM em todo o país. As operadores Oi e Vivo não informaram se oferecerão o produto. A Claro diz que já está em negociação para comercializar o novo iPad.

No site oficial da Apple e em algumas lojas virtuais, as vendas começam a partir do primeiro minuto da sexta. Fnac, Saraiva, Walmart, iPlace e Submarino são algumas das redes que iniciam a comercialização à meia-noite.

Não haverá esquema especial de abertura de lojas físicas durante a madrugada, como ocorreu em outros lançamentos --apenas algumas unidades das redes Fnac e iPlace abrirão uma hora mais cedo amanhã, às 9h. A Apple também não fará evento oficial de lançamento.

MAIS NITIDEZ

A terceira geração do tablet tem como principal trunfo a tela "retina display", de alta definição. Em comparação com o iPad 2, o modelo atual tem o quádruplo de pixels por polegada --o que garante imagens mais nítidas.

Aplicativos como o iPhoto, de gerenciamento de fotografias, e iMove, de edição de filmes, tiram especial proveito da alta resolução de tela.

A câmera, agora com 5 Mpixels, grava vídeos em alta definição. Outra novidade é o processador do dispositivo que, segundo a Apple, processa imagens de maneira duas vezes mais eficiente que o chip presente no iPad 2.

As mudanças fizeram com o que o tablet ficasse ligeiramente mais grosso e pesado.

Outro porém do novo iPad é a tecnologia 4G, que não será oferecida a consumidores brasileiros. Quando a frequência estiver em funcionamento --a previsão é 2013--, não haverá compatibilidade.

O novo iPad chega ao país pouco mais de dois meses após o início das vendas nos EUA --a primeira versão do tablet, lançada em 2010, só começou a ser vendida no Brasil oito meses depois.

 


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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um quarto das CPIs não produz relatório final no Brasil

Em duas décadas, o Brasil acumulou 92 CPIs no Congresso. Entre as encerradas, cerca de 25% não puniram eventuais culpados

 Passados vinte anos desde a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de Paulo César Farias, cujo principal desdobramento foi o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, o Brasil acumula 92 CPIs instauradas no Congresso Nacional nas duas últimas décadas, entre comissões criadas pela Câmara, pelo Senado ou Mistas (com senadores e deputados).

Entre as comissões já encerradas, cerca de 25% (o equivalente a 25 CPIs) não aprovaram nenhum relatório, ou seja, nenhum documento que fosse aprovado pela comissão, permitisse que outros órgãos e outras instâncias punissem eventuais culpados de desvios.

Das 92 comissões criadas, sete estão em curso atualmente. Isso inclui a CPI mista do caso Cachoeira, que está em fase de instauração no Congresso, e as comissões que investigam supostas irregularidades no Ecad (escritório que faz a arrecadação e distribuição de direitos autorais) e o tráfico internacional de pessoas no Brasil.

Do total das CPIs finalizadas, pouco mais de 70% chegaram a um relatório final, embora especialistas divirjam sobre a eficácia e o legado das investigações. Os números foram levantados pela BBC Brasil com a ajuda da Câmara, do Senado e de um estudo dos pesquisadores Lucas Queija Cadah e Danilo Centurione, do Departamento de Ciências Políticas e do Núcleo de Pesquisas de Políticas Públicas da USP.
Como aponta o estudo, "as CPIs são objeto de sentimentos contraditórios por parte da sociedade e da imprensa: Ao mesmo tempo em que é lugar comum dizer que elas nunca levam a nada, sempre que se acha necessário investigar melhor algum acontecimento no âmbito do governo, defende-se fervorosamente a instalação de CPIs".

Gargalos

Uma questão-chave é que essas comissões têm limites de atuação - em resumo, podem investigar, mas não podem indiciar ou punir criminalmente, funções que cabem à Justiça. Daí o motivo para elas causarem tanta frustração entre os brasileiros.

As comissões, explica o estudo de Cadah e Centurione, têm amplos poderes investigativos - para convocar testemunhas e colher provas, por exemplo -, "mas não podem decretar nenhum tipo de prisão, nem aplicar cautelas como indisposição de bens e proibir (suspeitos) de deixar o país".

O que elas fazem é recomendar ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas da União, por exemplo, que prossigam com a responsabilização civil ou criminal das pessoas envolvidas nos casos investigados.
Para Marco Antonio Teixeira, do Departamento de Gestão Pública da FGV-SP, é aí que está mais um motivo da frustração. "O gargalo é o Judiciário. Vemos que o caso do Mensalão, cujo processo é resultado da CPI dos Correios (2005), só agora está (na pauta) do Supremo Tribunal Federal."

Levantamento do jornal Folha de S. Paulo em setembro do ano passado mostrava que os principais casos de corrupção do país se arrastam há anos ou décadas pela Justiça. Um exemplo é o caso de desvio de dinheiro conhecido como o dos "Anões do Orçamento", de 1993, que foi alvo de CPI. Mas, de 31 réus, apenas nove foram condenados.

"O mais problemático é o Judiciário não conseguir responsabilizar criminalmente (os acusados)", complementa Cadah. Os relatórios finais de CPIs também podem recomendar, ao próprio Legislativo, a cassação de um congressista envolvido em denúncias. Mas daí isso terá que ser analisado pelo Conselho de Ética da Casa, e "entram em jogo outros interesses", aponta o pesquisador.

CPIs, do nascimento à morte

As CPIs nascem a partir do requerimento de um congressista, em geral a partir de denúncias ou clamor público, e dependem da assinatura de um terço dos membros da Câmara ou do Senado (dependendo de onde são instauradas; CPIs mistas precisam de um terço de ambas as Casas). Seu prazo de atuação é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.

A principal "causa da morte" de CPIs, explica Cadah, é a falta de assinaturas para protocolá-la. Passado esse estágio, algumas podem morrer na praia - perderem o prazo ou não apresentarem nenhuma conclusão -, mas, segundo ele, a maioria é concluída. E, uma vez que a CPI é instalada, a lei não prevê nenhum requerimento que possa eliminá-la.

O relatório é uma peça importante, por se tratar de uma espécie de legado da CPI. É ali que os congressistas fazem recomendações para o próprio Legislativo ou para outros órgãos - Ministério Público, Tribunal de Contas da União, Poder Executivo, entre outros - sobre medidas a serem tomadas, pessoas a serem investigadas ou cassadas, mudanças legislativas a serem propostas.

O âmbito de atuação é amplo: diz a Câmara que as comissões "destinam-se a investigar fato de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do país". Isso explica por que temos CPIs de assuntos tão variados, que englobam desde denúncias de corrupção política até biopirataria, direitos autorais, grilagem, tráfico de armas, tarifas de energia...

E também desperta a preocupação quanto se é producente alocar recursos do Congresso em investigações sobre temas tão amplos e diversos, em vez de focar na atividade legislativa.

Mas, para Cadah, é possível ver vantagens nisso: "É de seu escopo discutir temas (caros à sociedade), contribuir pro debate legislativo. Algumas, como a da pedofilia, acabaram fazendo investigações em Estados onde a polícia pode estar contaminada pela corrupção".

http://ultimosegundo.ig.com.br


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Japão com primeiro déficit comercial anual desde 1980

 Tóquio, 25 jan (Prensa Latina) O Japão registrou em 2011 seu primeiro déficit comercial anual em mais de três décadas, atribuído aos efeitos do terremoto-tsunami de março, a valorização do iene nas exportações e os altos custos das importações de combustíveis.

  O saldo negativo no intercâmbio de bens e serviços da economia japonesa atingiu 32 bilhões de dólares no citado período, primeira cifra em vermelho desde 1980, de acordo com um relatório preliminar divulgado hoje pelo Ministério de Finanças.

Ao comparar os dados com os da etapa precedente, as vendas diminuíram 2,7%, influenciadas por menores volumes de venda de veículos aos Estados Unidos e o Oriente Médio.

Os envios de semiconductores e outros componentes eletrônicos também se reduziram.

Enquanto que as compras aumentaram 12%, impulsionadas pelas de petróleo, gás natural e outros.

A terceira economia do mundo se viu obrigada a incrementar suas aquisições de produtos energéticos depois da crise nuclear provocada pelo sismo e maremoto, que também paralisaram boa parte da planta produtiva do país.

A isso se acrescenta a realidade da economia global, incluída a crise da dívida na Europa, as consequências a plantas japonesas causadas pelas inundações na Tailândia e a valorização do iene, em um momento de menor demanda.

O fortalecimento da moeda afeta duramente o setor exportador ao encarecer as vendas em detrimento de sua competitividade.

ocs/lam/cc




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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Superávit primário atinge R$8,2 bilhões em novembro


Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)


A dívida líquida do setor público atingiu R$ 1,508 trilhão em novembro

No ano, o superávit primário acumulado do setor público somou R$ 126,8 bilhões, ou 3,36% do Produto Interno Bruto (PIB).

O superávit primário do setor público, incluindo governos estaduais, municipais e empresas estatais, atingiu R$ 8,2 bilhões no mês de novembro, frente a R$ 14 bilhões no mês anterior.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28/12) pelo Banco Central (BC).

No ano, o superávit primário acumulado do setor público somou R$ 126,8 bilhões, ou 3,36% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor, que representa a economia do governo para o pagamento do serviço da dívida pública, já alcança 99% da meta de superávit primário para este ano, de R$ 127,9 bilhões.

No acumulado em 12 meses até novembro, o superávit alcançou R$ 137,6 bilhões (3,34% do PIB).

No mês, o governo central teve superávit de R$ 4,8 bilhões; as empresas estatais tiveram superávit de R$ 773 milhões; e os governos regionais tiveram superávit de R$ 2,6 bilhões.

O resultado nominal, que inclui os gastos com juros, registrou déficit de R$ 10,2 bilhões em novembro.

De janeiro a novembro, o déficit nominal atingiu R$ 89,3 bilhões (2,36% do PIB), frente a R$ 85 bilhões (2,48% do PIB) no mesmo período de 2010.

Os juros nominais apropriados alcançaram R$ 18,4 bilhões em novembro, ante R$ 20,3 bilhões no mês anterior. No ano, os juros nominais apropriados totalizaram R$ 216,1 bilhões, ou 5,72% do PIB.

A dívida líquida do setor público atingiu R$ 1,508 trilhão em novembro, ou 36,6% do PIB. Em relação ao mês de outubro, houve uma redução de 0,8 ponto percentual do PIB.

Segundo o BC, a depreciação cambial de 7,3% no mês contribuiu de forma destacada para essa redução.

A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, totalizou R$ 1,752 trilhão em novembro, registrando acréscimo de R$ 20 bilhões em relação ao mês anterior.




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